Oi pessoal, tudo bem com vocês?

Desde que eu fiz o curso de ventosaterapia e postei algumas fotos no instagram do blog (@blogfisioestetica), choveu de gente falando que queria saber um pouco mais sobre a técnica e pedindo post!
E como o pedido de vocês é uma ordem, aqui estou eu! haha.
A técnica não é especificamente voltada para a estética (apesar de poder ser aliada à alguns tratamentos), Mas é uma terapia alternativa oriunda da Medicina Tradicional Chinesa que pode ser mais um diferencial a ser oferecido aos nossos pacientes.


 Breve Histórico
 
Desde os tempos mais primitivos, os povos antigos criavam técnicas terapêuticas para o manejo das doenças. Algumas dessas técnicas perduram até hoje.
Os relatos dos primeiros indícios do uso da ventosaterapia, remete ao Egito Antigo, chegando a ser utilizada pelos Índios nas Américas, com o uso de chifres de animais. A técnica também foi descrita por Hipócrates e Galeno, que contribuíram para as bases teóricas da técnica.
É na China, com a Medicina Tradicional chinesa, que existe há mais de 3000 anos, que a técnica ganha respaldo e uma maior aplicabilidade, sendo  praticada com bambus, até que com o passar do tempo, os europeus adaptaram a técnica e criaram as ventosas de vidro.

Mas o que é a ventosaterapia?

Trata-se, basicamente, da utilização de ventosas, que irão promover uma sucção local na pele do paciente, estimulando a circulação sanguínea e liberando as toxinas do sangue.
Vocês já devem ter percebido alguns atletas que ficam com marcas "arrocheada"s devido ao uso das ventosas. Pois bem, quanto mais toxinas o sangue da pessoa possuir, mais escura será a marca que ficará sobre a pele do paciente. Muitas vezes o que fica é apenas uma hiperemia local transitória.
Em fisioterapia, utilizamos MUITO as ventosas, não só com o intuito de liberar as toxinas do sangue, mas também para aproveitar o efeito mecânico que a ventosa nos proporciona. Ou seja, podemos empregá-las no alívio de pontos de tensão, liberação miofascial, tensão muscular generalizada, dores, fibroses, aderências cicatriciais, tecidos com pouca mobilidade e muito mais! Com o aumento da vascularização local, temos uma melhor nutrição dos músculos, além de aumento do metabolismo para resolução de alguns quadros inflamatórios (como as tendinites); Além disso, pode ser utilizada com o intuito relaxante em massagens, um diferencial que o cliente ama.

Tipos de aplicação

As ventosas podem ser aplicadas de forma PONTUAL (geralmente quando há trigger points) ou por DESLIZAMENTO para alívio de tensões gerais e liberação miofascial.
A aplicação de forma pontual deverá ser até 5 minutos, devendo ser retirado antes disso, em casos de muitas toxinas no sangue (quando fica bastante roxo em pouco tempo). Já a forma por deslizamento, deve ser aplicada o tempo que for necessário para liberarmos aquela área, e isso varia de paciente para paciente e de patologia para patologia.

A pressão que utilizaremos na pistola para criar o vácuo nas ventosas, irá variar de acordo com as necessidades individuais de cada paciente, podendo variar de 1 à 3 "puxadas".

A técnica dói?

Ao ver a pele de alguns pacientes em tons de roxo, podemos ter a impressão de que a técnica é extremamente dolorosa. Não é. Há um desconforto, claro, principalmente se o ponto de tensão do paciente estiver ativo, mas é um desconforto suportável e que compensa o alivio pós aplicação.

Contra indicações

Micoses, Ferimentos abertos, Psoríase, Dermatites em geral, Infecções, Câncer, TVP, Risco para embolia, cardiopatas*, Distúrbios de sensibilidade e gestantes*

*Podem realizar com autorização médica.

Material

Existem muitos kits de ventosa no mercado, alguns mais baratos que outros, porém quase todos importados da china. O que devemos tomar cuidado é que as vezes, ventosas muito baratas, não possuem a sucção adequada ou são frágeis demais.
Logo Logo o meu kit de ventosas chega (o mesmo que eu aprendi e foi indicado no curso) e eu posso fazer uma resenha dele para vocês, o que acham?

Bom pessoal, é isso! Acho válido para quem se interessa por terapias alternativas, procurar fazer um curso!
Por se tratar de vácuo e ventosas, também podemos abordar terapeuticamente a celulite (FEG) e as estrias. PORÉM exige um trabalho manual muito maior do que quando utilizamos um aparelho de vácuo como o endermo, mais apropriado para essas situações!

Postagens associadas:

  1. Endermoterapia, Dermotonia e Vacuoterapia: Diferenças entre as técnicas
  2. 4 tratamentos que podem ser realizados com o aparelho de vácuo
Abraços.

Sara Neves.

Oi pessoal, tudo bem com vocês?

Esta semana andei mostrando no stories do instagram do blog ( @blogfisioestetica ) alguns produtinhos profissionais que eu havia comprado, que servem para o tratamento de gordura localizada, celulite (FEG) e flacidez. Como prometido, trouxe a resenha para vocês! (Lembrando que este não é um post publicitário, e eu não possuo parceria com a empresa).


Bom, conheci a marca através da internet e o que mais me chamou a atenção foi o fato de seus produtos possuírem, na maior parte da sua composição, ativos naturais. Fui conhecendo algumas linhas da marca e percebi que o forte deles, a princípio, eram produtos voltados para tratamentos corporais.
E aí está a importância de se estudar cosmetologia: Ir lendo a composição dos produtos, e saber para que serve e no que dará bons resultados, sem precisar acreditar 100% no que as publicidades nos dizem.
Mas enfim, comprei 4 produtos que os ativos me chamaram bastante a atenção. Já venho testando há algum tempo, e trouxe minha opinião a respeito deles! Espero que vocês gostem! (As fotos de antes/depois utilizando produtos, eu costumo postar na página do instagram, a medida que os resultados vão aparecendo, então segue lá!).

1- Creme Lipotérmico com cafeína e extrato de chá verde


Um creme riquíssimo em ativos lipolíticos, descongestionantes e que ativam a circulação, tais como: Cafeína, Extrato de Centella Asiática, Extrato de Hera, Extrato de Gingko Biloba, Extrato de Chá verde, Bioex anti-lipêmico e Nicotinato de metila.
Esses ativos, juntos, irão promover uma hiperemia local e elevação da temperatura tecidual, devido ao estimulo à vasodilatação, que irá desencadear numa ação descongestionante e estimular a drenagem de líquidos e toxinas.
Achei a combinação de ativos ideal para aquela massagem redutora/modeladora/ativadora na paciente.


Achei a textura ótima, rende bastante, com pouco produto já conseguimos espalhar no abdômen inteiro. Além disso, após poucos movimentos, já conseguimos visualizar a rápida absorção do produto na pele e a hiperemia.
Devemos tomar muito cuidado com pacientes que possuem alergia ao nicotinato de metila, e sabermos diferenciar a hiperemia desejada de uma reação alérgica provocada.
Eu imaginava que pela quantidade de ativos (e até pela própria cafeína), o produto iria ter um cheiro bem forte. O que não ocorreu, o cheiro é bem suave, quase imperceptível. 

2- Esfoliante com semente de apricot


Antes de iniciarmos qualquer tratamento, seja ele facial ou corporal, o ideal é esfoliar a região, para eliminar as impurezas e as células mortas, além de afinar o extrato córneo da pele, para promover uma maior penetração dos ativos seguintes.
Os ativos desse produto são:
Semente de Apricot: Os grânulos e micropartículas das sementes de damasco, funcionam como um esfoliante mecânico.
Microesfereras de polietileno: Também contribuem na ação de esfoliação mecânica.
Extrato Glicólico de pêssego: Devido aos sais minerais presentes, possui ação hidratante. Devido a presença de AHA's, possui ação renovadora celular (Esfoliação química). E, por fim, devido a presença de vitamina A, possui propriedades antioxidantes.


Preciso nem dizer que o fato de o produto ser rosa, já me conquistou 50% né? haha. Brincadeiras a parte, o esfoliante também tem uma textura muito gostosa. A esfoliação segue como algo confortável, nada de muito abrasivo para a paciente.
Um ponto que achei maravilhoso foi: A fácil remoção do produto. Não suporto esfoliantes que são difíceis de retirar. Sabe aquela sensação de AREIA na pele da paciente? Então, não fica. O que fica é uma sensação de pele limpa e hidratada. Gostei muito.

3- Loção para Flacidez com DMAE


Acho que todo mundo aqui já ouviu falar nos "Ativos DMAE", né? Mas o que eles fazem? São ativos revolucionários na cosmetologia, que de certa forma, são novidades no mercado. Possuem um maravilhoso efeito tensor  da pele. O diferencial? Eles prometem agir nas camadas mais profundas da pele, chegando a nível muscular ( e não somente a nível superficial, como a maioria dos cosméticos).
Além disso, possui colágeno e elastina, tudo que nós amamos para dar sustentação e flexibilidade à pele.
Para finalizar, possui ainda Raffermine, que é um agente que reestrutura a derme (fortalecendo sua estrutura molecular), promovendo um efeito firmador imediato.

Bom gente, acho que devo aplicá-lo mais vezes para ver se realmente ele age a nível muscular. Até agora, o que eu pude perceber é esse leve efeito tensor imediato da pele. Vou observar ao longo das sessões nas minhas pacientes e torno a falar dele no instagram!

4- Fluido hiperemiante de vinhoterapia


Deixei este por último, pois foi o que mais causou "polêmica" no instagram, várias meninas me perguntando a respeito.
Então, nós sabemos que a vinhoterapia já vem em alta nos tratamentos faciais há algum tempo, pelas poderosas ações antioxidantes do extrato de uva. O que foi novidade para mim, e acredito que para algumas de vocês também, foi a introdução da vinhoterapia nos tratamentos corporais.
No corporal, o extrato de uva torna-se um potente ativo no combate às estrias, devido a presença de Vitamina E. 
Além disso, o produto apresenta vários ativos lipolíticos já citados aqui no post, tais como: Centella Asiática, Extrato de Hera, Nicotinato de Metila, Extrato de chá verde e etc.
Achei o cheiro FANTÁSTICO e achei que a ação hiperemiante é mais potente neste produto, do que no creme lipotérmico.
Gostei muito de utilizá-lo com fonte de calor. Então se você possui manta térmica, pode utilizá-la junto! O fluido não tem cor, parece água. Bem tranquilo de utilizar.

Então meninas, estas foram as minhas impressões gerais sobre os produtos, conforme eu for obtendo resultado nas minhas pacientes, vou mostrando a vocês nas redes sociais, onde a comunicação é mais rápida e mais fácil!

Vocês já usaram algum produto da marca? Gostam? Me contem!

Abraços,

Sara Neves.

Oi pessoal, tudo bem com vocês?

Já faz um tempinho que não falamos sobre cosmetologia aqui no blog, né? Já estava até com saudades. Vou logo adiantando que em breve vocês verão muitas novidades a respeito de cosmeto aqui! (Inclusive novas resenhas, que vocês tanto me pedem!).
Bom, nós sabemos que as máscaras faciais são um recurso muito utilizado por todos que trabalham na área da estética. O que alguns não sabem, é que existem diferentes tipos de máscaras, para as mais diversas funções (e não somente hidratação, ok?).
Nós podemos ter máscaras nas mais diversas formulações. As mais comuns são: Cremes, Géis, Pós e Gomas.
Conforme o ativo da sua fórmula, elas podem ter efeito: Calmante, oclusivo, descongestionante, antioxidante, ceratolítico, secativo, rubefasciente, antisséptico, adstringente, nutritivo, revitalizante, clareador e tensor.


Também vale ressaltar que as máscaras não devem ter uma secagem muito rápida, para permitir uma maior permeação dos seus princípios ativos (hoje em dia, com a nanocosmetologia e cosmetologia ortomolecular, essa permeação tem se tornado cada vez mais rápida e mais potente). Vamos conferir algumas classificações?


Também conhecidas como máscaras hidroplásticas, são máscaras que "endurecem" após a sua aplicação e tem um efeito mecânico sobre a pele, melhorando a flacidez e vitalidade cutânea. Geralmente são aplicadas sobre gaze umedecida com loções tônicas, soro fisiológico ou água destilada. Atualmente, é muito comum utilizar as máscaras hidroplásticas para ocluir outros ativos como séruns e outras máscaras, potencializando sua ação.


São máscaras que contém álcool em sua formulação, além de formulações específicas para efeito adstringente, sendo ideal para peles oleosas e com acne.


São máscaras com formulações muito ricas em ativos. São utilizadas principalmente em tratamentos de rejuvenescimento, hidratação e revitalização da pele. Os compostos desse tipo de máscara, são absorvidos a medida que a máscara seca sobre a pele.
A maioria das máscaras pastosas contém FPS, o que contribui para um tratamento facial completo.
OBS: As máscaras em creme, um pouco diferente das pastosas, também são muito ricas em ativos. Porém, podem ser mais facilmente utilizadas para massagem facial, DLM e até serem utilizadas para emoliência.


As máscaras em pó são aquelas que são dissolvidas e preparadas instantes antes da aplicação na pele da paciente. As hidroplásticas também são um tipo de máscara em pó, além das argilas, que são um exemplo clássico.
Geralmente essas máscaras são utilizadas com finalidades secativas e estão associadas à ativos que combatem a oleosidade da pele. São portanto, juntamente com as máscaras adstringentes, exemplos clássicos para tratamento de peles acneicas.
Gostaria de me deter um pouco mais falando da argiloterapia, mas vou deixar para uma postagem específica do tema!


Como o próprio nome da já diz, são aquelas que contém ácido na sua formulação. Seu objetivo principal é a renovação celular, o que tornam elas excelente no tratamento de manchas hipercrômicas. Geralmente estão associadas à Vitamina C em sua formulação, por ser outro potente clareador da pele ( para ler sobre os benefícios da vitamina c clique aqui). 
Seu tempo de permanência na pele deve ser mais breve do que os outros tipos de máscaras, para não ocorrer lesões devido aos ácidos (atentar quanto ao peso molecular dos mesmos).

Então pessoal, este foi um breve resuminho sobre os diferentes tipos e funções de máscaras faciais. É avaliando a pele e as necessidades de cada cliente, que decidiremos qual melhor cosmecêutico a ser aplicado.

REFERÊNCIAS:
- Cosmetologia: Descomplicando princípios ativos (Rosaline Kelly Gomes e Marlene Gabriel Damazio)

Volto logo logo com novidades!
Bom Domingo!

Sara Neves.

Olá, Pessoal!

A postagem de hoje é bastante especial. Depois de fazer o curso de formação no atendimento em pré e pós operatório de cirurgia plástica estética e reparadora com a professora Inês Cristina, meu atendimento mudou totalmente. Recomendo MUITO o curso dela para quem tem interesse na área.
Meu intuito com a postagem de hoje, como sempre digo, não é capacitar ninguém. Mas sim, nortear vocês para que vocês busquem sempre estudar e se capacitar.
Confesso que essa parte de pós operatório não me atraia muito, a princípio. Hoje em dia, é uma das minhas paixões quando se trata de fisioterapia dermato funcional.
Trabalhar com pós operatório requer muita sensatez. As pacientes querem resultados quase que imediatos e muitas vezes os profissionais acabam por não respeitar as fases do processo de cicatrização e reparo, passando a utilizar recursos indevidos e prejudicando o resultado final da cirurgia (tudo o que o cirurgião NÃO quer).
Entender como funciona o processo cirúrgico, é essencial para um bom atendimento. Fiz um resumão sobre as principais cirurgias, clique aqui e leia antes de terminar a leitura deste post!
 Além disso, ter uma boa base fisiológica sobre os processos de inflamação, cicatrização e reparo, norteia todo o nosso tratamento (livros de fisiologia e patologia trazem esses temas muito bem).
Bom, sem mais, espero que gostem da leitura!


Antes de mais nada, precisamos deixar fixo na nossa cabeça, quais os objetivos principais de um atendimento em pós operatório. Isso também serve de diferencial para mostrarmos aos nossos colegas cirurgiões, as vantagens de eles encaminharem suas pacientes para a fisioterapia. E acreditem, eles só encaminham quando têm plena certeza que seu trabalho é bem feito e não vai prejudicar o dele. Em suma, nossos objetivos gerais são:

  • Reduzir o quadro álgico
  • Diminuir Edema
  • Evitar hematomas e equimoses
  • Evitar aderências cicatriciais
  • Evitar a formação de fibroses
  • Prevenir infecções

Vocês já devem imaginar que o nosso recurso principal num atendimento de pós operatório são nossas próprias mãos. A drenagem linfática manual é um recurso IMPRESCINDÍVEL. Logo no começo do blog, fiz uma postagem falando sobre drenagem, que você pode clicar aqui e ler para entender algumas bases (bem básicas mesmo) do nosso sistema linfático. 
Além disso, vale a pena ressaltar que as únicas técnicas de drenagem linfática reconhecidas pela sociedade brasileira de angiologia e linfologia são: LEDUC, VODDER E FOLDI. Não percam o tempo de vocês fazendo cursos de outras técnicas, pois vocês não terão respaldo científico em discussões e debates interprofissionais com os médicos, por exemplo.

Bom, ainda falando de drenagem, ela é o ponto principal para a redução de edemas. Com a redução de edemas, muitas vezes minimizamos o processo álgico. Além disso, a estimulação ao sistema linfático também melhora a defesa do nosso organismo, prevenindo infecções.
Por ser uma forma de mobilização tecidual, também previne formação de aderências e principalmente de fibroses.
Você deve estar se perguntando: Drenagem é tudo de bom, né? E a resposta é: É SIM.
Uma drenagem bem feita, respeitando a fisiologia correta do sistema linfático é 90% do nosso tratamento em pós operatório (Sem exageros!).

Mas Sara... E o ultrasom? E o vácuo? E a Radiofrequência? e... e... e??

Temos muito recursos eletrotermofototerápicos à nossa disposição, isto é fato. O que eu quero que vocês entendam é que, eles são apenas um COMPLEMENTO (nem sempre necessário) ao nosso trabalho manual. Vou citar alguns recursos que vocês podem estar unindo ao tratamento de vocês:

  • Ultrassom de 3MHZ - Pode ser utilizado para melhorar a cicatrização da cicatriz cirúrgica, por potencializar a proliferação de fibroblastos e incrementar a angiogênese, melhorando a vascularização local e extensibilidade dos tecidos ricos em fibras colágenas, conferindo uma melhor qualidade à aquela pele. NÃO DEVE SER USADO na fase inflamatória devido ao seu efeito de aumento de permeabilidade das membranas, que já está aumentada durante a fase inflamatória. Então, deixe para usar o US na fase proliferativa. Também pode ser utilizado para tratamento de fibroses e aderências (aliado ao tratamento manual, sempre).

Eu diria que nossas mãos e um ultrassom já estão de bom tamanho para um bom acompanhamento pós operatório. Mas se você já possui alguns aparelhos e quer saber de que modo pode usá-los, vamos seguir a lista:

  •  Microcorrentes - Também é um ótimo recurso para regeneração tecidual na fase de cicatrização, melhorando o aporte sanguíneo, evitando necroses e prevenindo cicatrizes hipertróficas, além de ser bactericida e possuir ação analgésica (a depender dos parâmetros que serão utilizados).
  • LED -  A associação do LED vermelho com o LED verde também é utilizada com o intuito de melhorar a nutrição da área, prevenindo necroses. Também age como anti inflamatório e anti microbiano.

- Eu não recomendaria o uso de vácuoterapia no tratamento de aderências e fibroses, pelo alto risco de causar deiscências das cicatrizes cirurgicas. Além do mais, a fibrose é muito bem tratada manualmente e com o auxílio de um US.
- A radiofrequência melhoraria o aporte sanguíneo e traria estímulo aos fibroblastos para melhorar a qualidade tecidual. Porém, só deve ser usada na fase de remodelação. Além disso, particularmente, eu só utilizaria a RF em casos de flacidez tardia. Para outros casos, utilizaria os recursos mais simples que já citei. 
- Exercícios respiratórios devem ser trabalhados sempre, desde a fase inflamatória. Após 45 dias, a paciente deve ser orientada à realizar pequenas caminhadas.
- A prescrição de cintas e pad's na maioria das vezes fica por conta do médico. Mas entender qual melhor indicação para cada tipo de cirurgia é muito importante para orientarmos a paciente. Além disso, alguns médicos preferem que esta indicação seja realizada pelo fisioterapeuta, o que vai exigir de nós este conhecimento.
- Dependendo da cirurgia, um trabalho de propriocepção e sensibilidade na área cirurgiada será necessário (muito comum em cirurgias de mama). Estimulação com diferentes texturas se torna bastante interessante, além de cinesioterapia para MMSS.

Como vocês podem perceber, a "fisioterapia clássica" não pode ser esquecida nem mesmo na estética. O uso de alongamentos, flexibilização e fortalecimento também é necessário a depender do tipo de cirurgia, tempo de pós operatório e estado de saúde do paciente.

Espero que tenham gostado do post, pessoal! Até a próxima!

Sara Neves.

Olá, Pessoal! Tudo bem com vocês?

Antes de trazer a segunda postagem sobre cirurgia plástica, como havia prometido, resolvi falar um pouco sobre a alta frequência. Gosto muito de trazer recursos simples, que tem efeitos significativos. Isso prova que nem sempre é necessário investir em aparelhos extremamente caros, para se ter um tratamento eficaz.
A alta frequência é um recurso bem básico da eletroterapia, amplamente utilizado em tratamentos faciais, e que pode nos trazer resultados bem legais. Quer saber um pouquinho mais? Então continua lendo!

Fonte: Google Imagens
Bom gente, antes de mais nada, precisamos entender que a Alta Frequência trata-se de uma corrente alternada de frequência alta e que se comporta na forma de ondas eletromagnéticas.
Para entender parte dos seus efeitos, precisamos dar uma pincelada sobre como as ondas eletromagnéticas agem nos tecidos do nosso corpo (isso vai ser útil para quando formos falar sobre a radiofrequência, em um outro momento).
Como sabemos, as moléculas do nosso organismo são chamadas, fisicamente falando, de dipolos. Isso se dá pelo falo de serem externamente neutras e possuir as cargas internas dispostas assimetricamente.
Quando um dipolo é exposto à ação de um campo eletromagnético, seu lado de maior carga negativa se direciona ao polo positivo. Sendo assim, a mudança de polaridade (em alta frequência) da corrente alternada, faz com que os dipolos oscilem também numa frequência alta (acima de 300 milhões de vezes por segundo). 
Desse modo, a energia eletromagnética é convertida em energia térmica (calor), devido a alta rotação dos dipolos, que acaba gerando atrito entre si. 
Tendo esse conceito fixo e entendido, podemos compreender o primeiro efeito da alta frequência:

1- Efeito Térmico

A literatura nos traz que, o efeito térmico obtido pela terapia por alta frequência, é inversamente proporcional a superfície do eletrodo. Ou seja, quando se usam eletrodos de pouca superfície (como os de bico), as chances de queimaduras e complicações são maiores, já que concentram em um único ponto o efeito térmico.
Mas de que modo podemos nos beneficiar com o efeito térmico?

1- Vasodilatação e hiperemia: Assim como todo recurso eletroterapêutico que produz calor, a vasodilatação aumenta a circulação periférica local, manifestando-se por hiperemia. No entanto, vale lembrar que a hiperemia só é vista quando aplicada altas doses e altos tempos de aplicação (o que é raro acontecer).
2- Aumento da oxigenação celular: Juntamente com a vasodilatação, vem um maior aporte sanguíneo e consequentemente de oxigênio também, melhorando a nutrição tecidual e qualidade daquele tecido tratado.

2- Efeito bactericida e antisséptico

O aparelho de Alta Frequência, emite "faíscas" eletromagnéticas por meio dos seus eletrodos de vidro com base metálica (vocês verão os tipos de eletrodo, mais adiante no post). É por meio desse faiscamento, que é produzido ozônio, pela seguinte reação:

O2 + Faiscamento = 2O
(Ou seja, o faiscamento, ao entrar em contato com o ar, antes de entrar em contato com a pele, rompe a ligação covalente das moléculas de oxigênio, liberando seus átomos).

*Para relembrar: O ozônio é a junção de 3 átomos de oxigênio.

Agora fica fácil de entender: O ozônio é amplamente conhecido por seus efeitos bactericidas. Isso se deve ao fato de que o ozônio, por ser uma substância altamente instável, se decompõe rapidamente em oxigênio molecular e em oxigênio atômico (O3 = O2 + O).
Esse oxigênio atômico, tem ação desinfetante e tem ação contra agentes microbianos, agindo por lise da membrana dos agentes após oxidação.
Existem ainda estudos que mostram que a eficácia da alta frequência, pode se comparar ao álcool 70%, em termos de propriedades desinfetantes.
Dessa forma, além de melhorar o trofismo da pele, também possui ação antiinflamatória, pois a diminuição das bactérias e infecção local (de uma ferida,  por exemplo), facilita a resolução do processo inflamatório.

INDICAÇÕES:

  • Desinfecção após extração na limpeza de pele
  • Acne ativa
  • Desinfecção do couro cabeludo em casos de seborréia
  • Pós depilação (principalmente em áreas de foliculite)
  • Úlceras (diabéticas, varicosas e de pressão)
  • Psoríase (auxilia fechamento de algumas lesões)
  • Cândida vaginal
  • Técnicas de revitalização e hidratação cutânea
Fonte: Mundo Estética
 Acima, vocês podem ver os diferentes tipos de eletrodos que podem ser acoplados ao aparelho de alta frequência.
No interior desses eletrodos, há, geramente, um vácuo parcial. Ou seja, ar rarefeito ou um gás, como o neon (bastante comum).
Embora a literatura seja escassa, em termos de parâmetros de aplicação, a literatura nos sugere que o tempo de aplicação por área seja em média de 3 a 5 minutos, podendo chegar até 10.
Em casos de tratamentos de úlceras, os estudos sugerem uma aplicação em torno de 15 minutos.

Tipos de aplicação:

1- Aplicação direta ou efluviação: Aplica-se o eletrodo diretamente na pele, deslizando-o. Geralmente eletrodos de superfície plana são os mais utilizados. ( Na imagem, os dois com o nome "Standart", mais conhecidos como cebola e cebolão).

2- Aplicação a distância ou faiscamento: Nessa aplicação, o terapêuta posiciona o eletrodo a alguns milimetros de distancia da pele, sem encostar em nenhum momento. É nesse tipo de aplicação que teremos a formação do ozônio e o efeito bactericida. O eletrodo que possui grande ação com essa aplicação é o em forma de bico (na foto com o nome de "cauterizador").

3- Aplicação indireta ou saturação: Nesse tipo de aplicação, utiliza-se o eletrodo saturador. O paciente segura com uma mão a área do eletrodo e com a outra, o porta eletrodo. O terapêuta tratará a região escolhida com as mãos e os efeitos da alta frequência se darão por meio do organismo da própria pessoa.

Além dos eletrodos citados nessas técnicas, como vocês puderam ver nas fotos, existem outros formatos, como o em forma de pente (amplamente utilizado em tratamentos capilares), em forma de forquilha (útil para aplicação nas regiões de braço, pernas e submentoniana) e em rolo (para deslizamento nas regiões facial ou corporal).

Contra indicações:

  • Marca passo cardíaco
  • Gestantes (tanto paciente quanto terapêuta)
  • Alterações de sensibilidade
  • Uso de cosméticos com composições inflamáveis (como éter ou álcool)

Deve-se utilizar a alta frequência com cautela, e evitar o seu uso em excesso. Como sabemos, o oxigênio atômico ´(aquele que falamos lá no efeito bactericida), é o oxidante mais agressivo, depois do fluor. Devendo ser utilizada a técnica com cautela e prudência para evitar o envelhecimento precoce. 

Bom pessoal, é isso! Espero ter tornado o tema o mais dinâmico possível e fácil de entender. Até a próxima!

Sara Neves.

*REFERÊNCIAS: Modalidades Terapêuticas nas disfunções estéticas - Fábio dos Santos Borges.

Olá Pessoal, tudo bem?
Passei praticamente o mês inteiro de março sem postar, né? Mas calma, tem uma justificativa: Estive fazendo alguns cursos, me aperfeiçoando mais, e claro: pensando em um conteúdo de qualidade pra vocês.
Um dos cursos que eu fiz foi a Formação no atendimento em pré e pós operatório de cirurgia plástica estética e reparadora. Totalmente enriquecedor. E é por isso que resolvi começar abordando este tema hoje!
Teremos algumas postagens relacionadas. Hoje começaremos conversando sobre os tipos mais frequentes de cirurgias plásticas, para entendermos um pouco como elas funcionam. Em outro post falaremos sobre a intervenção fisioterapêutica no pré e pós op.

Bom, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), são realizadas cerca de 629mil cirurgias plásticas por ano no Brasil, sendo 73% estéticas e 27% reparadoras. Um numero significante, não é mesmo?
Se pararmos para pensar o quanto o acompanhamento pré e principalmente pós operatório contribui para o aspecto e satisfação final da aparência cirúrgica, entenderemos porque se faz tão importante estudar e se capacitar a respeito.
Como sabemos, existem 2 tipos de cirurgias plásticas: As Estéticas (como o próprio nome já diz, visam o embelezamento) e as Reparadoras (que possuem a finalidade de devolver a função de determinada área).
Separei as cirurgias plásticas mais frequentes e/ou comuns de se encontrar na nossa prática clínica:

Abdominoplastia

A abdominoplastia é uma das cirurgias plásticas mais comumente utilizadas. A técnica consiste na retirada do tecido subcutâneo excedente na região do abdômen, seguida da plicatura dos músculos reto abdominais (sendo muito utilizada em pacientes que apresentam diastase com indicação cirurgica).

Ela pode ser dividida em duas:
  1. Miniabdominoplastia: Que é realizada apenas na região infraumbilical, não havendo sutura dos mm. reto abdominais, preservando a cicatriz umbilical.
  2. Abdominoplastia clássica: Realizada em toda a extensão abdominal, com plicatura dos mm. reto abdominais, com transposição do umbigo.
As complicações mais comuns deste tipo de cirurgia, são as coleções líquidas, como hematomas e seromas, devido ao grande descolamento realizado no procedimento cirúrgico.
 A necrose no pós op, é rara, mas pode acontecer nos casos em que é realizada uma pressão excessiva na cicatriz (com a cinta, por exemplo), dimuindo a oxigenação local.
As deiscências (abertura da ferida operatória) também podem acontecer. Para evitar que isto ocorra, é comum que o médico oriente ao paciente de permanecer com o tronco levemente fletido nos primeiros dias de pós op, para evitar muita tensão entre as bordas da incisão cirúrgica.

Lipoaspiração


Ainda segundo a SBCP, dos 629mil procedimentos de cirurgia plástica que são realizados por ano, 20% são representados pela lipoaspiração. Os pacientes que são candidatos a realizar este procedimento, são aqueles que possuem pequenos acúmulos de gordura, a famosa "Gordura Localizada".
Pode ser realizada com seringa à vácuo, lipoaspirador (aparelho de sucção) e vibrolipoaspiração (que apresenta vantagens em relação à lipoaspiração tradicional, pois seu componente vibratório facilita na remoção da gordura)
Ela pode ser dividida em 2 tipos:
  1. Lipoaspiração seca
  2. Lipoaspiração úmida ou tumescente (introdução de soluções como água destilada e substâncias vasoconstrictoras, com o intuito de romper as membranas celulares, facilitando a remoção da gordura, além de favorecer algum grau de hemostasia).
A lipoaspiração pode muitas vezes vir associada à lipoenxertia, que nada mais é do que a introdução da gordura lipoaspirada, em outra região do corpo, para dar volume (isto comumente acontece na região dos glúteos).
A complicação mais frequente no pós operatório, é a presença de áreas extensas de fibrose. Para prevenir seu aparecimento, muitos médicos prescrevem o uso de "PAD's", que são placas compressoras para serem usadas simultaneamente à cinta.

Mamoplastia de aumento


Também inclusa em uma das cirurgias mais realizadas no Brasil, sendo superada apenas pela lipoaspiração. É uma técnica onde é colocada uma prótese de silicone na mama.
Os casos mais comuns de procura pela técnica são: Mamas pequenas, após amamentação, perda de peso, discreta ptose da mama ou pós mastectomia.

O implante da prótese pode ser realizada em 4 locais diferentes:
  1. Abaixo da glândula mamária
  2. Abaixo da fáscia muscular
  3. Dual plane (entre os músculos)
  4. Abaixo do músculo peitoral maior (mais comum)
As incisões podem ser : transareolomamilar, infra-areolar semicircular, infra-areolar vertical, sulco mamário, axilar e umbilical (menos frequente). 
Existem diversos tipos de próteses mamárias, as mais comuns são as "Próteses de perfil", que conferem os melhores resultados.
As complicações mais comuns são as deiscências, cicatrizes hipertróficas, edema e necrose do CAM.

Mamoplastia Redutora


A mamoplastia redutora é proposta quando há um volume excessivo da mama ou flacidez tecidual. Esta técnica realiza a remoção do excesso de tecido adiposo, tecido glandular e do excesso de pele.
A quantidade de pele a ser removida, determina a extensão da cicatriz inframamária. As incisões mais comuns são em "T invertido" ou em "L".
Muitas vezes, após a mamoplastia redutora, pode ser colocada uma prótese de silicone, para conferir um melhor resultado estético ao procedimento e prevenir  a mama de uma nova ptose.
As complicações seguem as mesmas da mamoplastia de aumento.

 Ritidoplastia




Também chamada de Lifting Facial, a Ritidoplastia tem o objetivo de rejuvenescer e realçar a aparência facial.
Sua técnica consiste em descolamento facial, seguido do tracionamento da pele e algumas plicaturas e suturas no sistema musculoaponeurótico subcutâneo (SMAS), para tornar a cirurgia mais duradoura.
As complicações mais frequentes são os hematomas e seromas (pelo mesmo motivo da abdominoplastia: grandes áreas de descolamento tecidual), lesão sensorial e motora do nervo facial (rara), deiscências, cicatrizes hipertróficas (mais comuns na região pós auricular, devido à forte tensão na área), fibroses e fistula salivar.
As cirurgias de face, em geral, podem levar a complicações mais severas do que as corporais.

Blefaroplastia


Por último, e não menos importante: A cirurgia de pálpebra. Esta cirurgia pode ser realizada isoladamente ou associada à outros procedimentos. Ela visa não somente o componente estético, mas também o aspecto funcional das pálpebras.
A Blefaroplastia é realizada por meio de anestesia local (lidocaína ou epinefrina) e pode ser realizada na parte superior (mais frequente) ou inferior da pálpebra.
Na cirugia de pálpebra superior, pele é dissecada da musculatura subjacente com o auxílio de um bisturi, sendo realizada uma sutura com fio fino intradérmica. 
Já na de pálpebra inferior, há 3 tipos de técnicas que podem ser utilizadas: 
  1. Retalho cutâneo - Incisão é realizada no musculo orbicular dos olhos, no sentido das fibras, sobre a projeção das bolsas de gordura.
  2. Retalho musculocutâneo - A incisão do m. orbicular é realizada em sua porção tarsal, até a visualização do septo orbital.
  3. Transconjuntival - Aborda diretamente as bolsas palpebrais, evitando cicatrizes externas. É indicada em casos que não há excesso de pele. Não requer sutura.
 Dentre as complicações, podemos citar: edema, contratura cicatricial, olho seco, lesão de córnea,  assimetria palpebral, ectópio e ptose palpebral.

Bom gente, então é isso! Entre outras técnicas cirúrgicas que também existem, podemos citar a braquioplastia, cruroplastia e rinoplastia.

O intuito desse post foi conhecermos um pouco como funciona os procedimentos cirúrgicos e suas complicações, para num próximo post, falarmos sobre a intervenção fisioterapêutica nesses casos.

Abraços,

Sara Neves.

Olá, pessoal!
Plena segunda feira de carnaval e a gente ta como? Isso mesmo, estudando e fazendo postagem!
Hoje nós vamos conversar um pouco sobre um tema muito legal: As microcorrentes.

Há mais de 100 anos, temos relatos de efeitos terapêuticos de correntes de baixa intensidade. Fisicamente, as microcorrentes são classificadas como correntes alternadas de baixa intensidade.
Originalmente, as microcorrentes apresentavam amplitude de até 600µA, cuja carga é insuficiente para excitar as fibras nervosas sensoriais, o que as classifica como "Low Intensity Stimulators" - estimuladores de baixa intensidade. Atualmente, os estudos sugerem que intensidades próximas à 200µA são as mais aceitas e indicadas.


Estudos relatam que as microcorrentes são subsensoriais, ou seja, não são percebidas pelo paciente. Isto se dá pelo fato de que sua aplicação não produz ativação das fibras nervosas sensoriais cutâneas.
Esta corrente normaliza a atividade no interior da célula, após ter sofrido algum tipo de lesão. Daí dá-se o fato de que as microcorrentes são amplamente utilizadas no processo de reparação de feridas e úlceras.
A adição externa de microcorrente, irá aumentar a produção de ATP (cerca de 300 a 500 %), a síntese de proteínas, a oxigenação, a troca iônica, a absorção de nutrientes, a eliminação de catabólitos residuais, estimulando assim a drenagem linfática, e ainda pode neutralizar a polaridade oscilante de células deficientes.
Também existem relatos do uso de microcorrentes no estímulo à neocolagenogênese, onde já se foi amplamente demonstrado que, no processo de fechamento das feridas, havia a formação de um denso tecido de colágeno.
Também existem evidências do uso das microcorrentes para reparação de fraturas e aumento da osteogênese. Seu primeiro relato para este tipo de terapêutica, data de 1970. Desde aquela época, correntes de baixa amperagem foram utilizadas para induzir crescimento ósseo, em pacientes com fraturas não consolidadas.
A corrente possui ainda um efeito anti-inflamatório. A resolução do processo inflamatório está intimamente ligada à efeitos já citados anteriormente: O reestabelecimento da bioeletricidade tecidual, à sua ação no sistema linfático, à regeneração tecidual e, consequentemente, obtenção da homeostase. Todos esses efeitos também colaboram para resolução de edemas e relaxamento muscular, por aumentar a microcirculação.
Além de tudo isso, as microcorrentes também parecem ser bactericidas. Hoje sabemos que, feridas infectadas, podem ter sua cicatrização comprometida. Estudos relatam que feridas contaminadas com pseudomonas e/ou proteus, apareceram estéreis após vários dias de  eletroestimulação com microcorrentes.

Sim... mas de que forma estes benefícios podem ser trazidos para a área da estética?

  1. Pós Peeling (químico ou mecânico) - Na busca de uma normalização da camada da pele, após ter passado por um procedimento abrasivo, estimulando sua regeneração. 
  2. No pós operatório imediato de cirurgia plástica - Para mim, uma das funções mais úteis das microcorrentes, na área de fisioterapia dermato funcional. Auxilia na resolução do edema, do hematoma, da dor e da inflamação, além de acelerar o processo de cicatrização. (Devendo tomar cuidado no seu uso em caso de P.O de lipoaspiração).
  3. Em casos de acne - Devido à sua ação anti-inflamatória, bactericida e cicatrizante
  4. Prevenção de envelhecimento cutâneo/rugas - Devido aos relatos do estimulo à neocolagenogênese, as microcorrentes parecem ser bastante úteis e promovem um linfting facial maravilhoso.
 Aplicação:

- Intensidades entre 100 e 200µA, independente do tipo e extensão da lesão, são as amplitudes que mais respondem em processos cicatriciais, quando comparadas à intensidades mais elevadas. A intensidade de 200µA é padrão na dermato funcional e é empregada em vários tratamentos, principalmente em pós operatórios.

- A frequência deverá ser próxima à 5HZ

- Estudos sugerem que o tempo de aplicação deverá girar em torno de 20 minutos. Dependendo do caso, mais tempo de aplicação será necessário.

Apesar de eletrodos móveis, em "caneta", serem amplamente utilizados na área da estética (como aqueles da imagem desta postagem); Vários estudos demonstram que o uso de eletrodos fixos, como os auto adesivos, parecem tornar a terapia mais eficaz, por proporcionar uma melhor distribuição da corrente terapêutica. As máscaras faciais para aplicação de correntes, também parecem ser bastante eficazes.

As contra indicações seguem as gerais do uso de correntes e eletroterapia, ressaltando sempre a contraindicação ABSOLUTA de aplicação sobre o útero gravídico.

Bom, então é isso pessoal! Procurem ler sobre a técnica, para entender mais a fundo as bases fisiológicas de como tudo acontece!

REFERÊNCIAS:
  • Modalidades Terapêuticas nas Disfunções estéticas - Fábio dos Santos Borges
  • Eletrotermofototerapia - Jones Agne
Sara Neves.