Oi pessoal, tudo bem com vocês?

O post de hoje é resenha de produto, que eu sei que vocês amam esta categoria de postagem! A argiloterapia já foi pauta em diversos momentos aqui no blog e, devido a ser algo tão simples e que nos traz resultados tão bons, volto a trazê-la aqui.
Conheci a Vitturia no Estética Conect, um congresso multiprofissional em saúde estética que ocorreu em Recife no final do ano passado. Tenho experimentado vários produtos corporais e alguns faciais e escolhi a argila branca para resenhar primeiro para vocês.


Bom gente, antes de mais nada, gostaria de salientar a importância de usarmos argila profissional nas nossas pacientes, e não aquelas in natura vendidas em casas de produtos naturais.
Existe um diferencial muito importante: As argilas profissionais são estéreis, ou seja, elas estão livres dos microorganismos e bactérias presentes nas argilas naturais. 
Isso é um ponto bastante sério pois, em procedimentos que causamos lesões e, por vezes, sangramento à pele, não podemos introduzir ali bactérias e nem muito menos microorganismos. A limpeza de pele é um desses procedimentos que sensibiliza a pele e, por isso, todo cuidado é pouco. Aquela história de "O barato que sai caro" é super válida aqui. Além do mais, mesmo as argilas profissionais, não costumam ter preços exorbitantes.


A argila é fácil de misturar, rende relativamente bem e não fornece muita dificuldade na hora de espalhar e secar. 
O tempo de aplicação que eu utilizo, é exatamente o tempo de secagem da argila (o que pode levar mais ou menos tempo, a depender do dia) mas, no geral, não ultrapassa os 20 minutos.
Utilizei-a em protocolos faciais, geralmente limpeza de pele. Apliquei em peles oleosas e com manchas e tive resultados muito bons. A argila branca possui propriedades secativas e além de deixar a pele livre de oleosidade, ainda deixou a pele das minhas pacientes iluminada e amenizou algumas manchas.
Sim, o resultado é de imediato! Logo a´pós a retirada da argila, você já percebe o resultado. Aprovadíssima!
A embalagem é simples e possui 450g de produto.


A foto acima é da argila quase que completamente seca numa pele oleosa e com poros bastante dilatados. Muito carinho por este produto!

Bom pessoal, é isso! Alguma de vocês já utilizou o produto ou utiliza de outra marca? Me contem!
No instagram do blog tem ensinando como eu preparo minhas argilas.

POSTAGENS RELACIONADAS:


Até a próxima,
Sara Neves.

Oi pessoal, tudo bem com vocês?

O blog está de cara nova, perceberam? Contei lá no instagram do blog que tinha feito uma logomarca pra mim (mandei fazer com uma profissional) e que estava querendo deixar o blog mais minha cara, sem alterar o conteúdo. A partir daí, surgiu minha identidade visual e eu estou amando! Estou pensando inclusive em fazer uma postagem sobre a importância de uma boa identidade visual nas mídias digitais para o profissional (se vocês tiverem interesse, me contem).

Mas enfim, hoje nós vamos falar um pouco sobre peelings químicos. Existem alguns fatores que podem interferir (para mais ou para menos) na profundidade dos peelings químicos e nós devemos sempre estar atentos quanto a isso.


Um peeling pode tornar-se mais profundo, causando danos indesejados a pele. Ou, até mesmo, tornar-se ineficaz por não atingir o sítio ativo esperado.
Isto torna-se um assunto muito sério a partir do momento que, profissionais não médicos, só podem realizar peelings muito superficiais ou superficiais (ou seja: aqueles que tem profundidade até a epiderme).
Sendo assim, vamos citar quais fatores estão intimamente ligados com esta profundidade:


Quanto maior o peso molecular de um ácido, menor a penetração e, consequentemente, menos agressivo o peeling. O contrário também é verdadeiro: Quanto menor o peso molecular do ácido, maior a penetração e, consequentemente, mais agressivo será o peeling.
Por isso faz-se tão necessário o estudo profundo da cosmetologia dos ácidos, para que, ao nos depararmos com 2 ácidos diferentes, por exemplo, saibamos qual deles penetrará mais rapidamente.
Um exemplo clássico são os ácidos glicólico e mandélico. O mandélico, por ter moléculas maiores, acaba sendo mais seguro para fototipos mais altos.

Ao trabalhar com ácidos, devemos estar sempre atentos para não exceder o tempo adequado de aplicação para cada ácido. Quanto maior o tempo de contato do ácido com a pele, maior o risco de lesões e sequelas indesejadas, como as hipercromias.
Por isso, respeite sempre o tempo de aplicação sugerido pelo fabricante, em casos de ácidos prontos. No caso de ácidos manipulados, deve-se sempre seguir o tempo de acordo com a concentração do ácido e tipo de ácido envolvido (e isso se aprende nos cursos).


Quanto maior for a concentração do ácido (10, 20, 30%), maior seu poder irritativo. Obviamente, que a concentração relaciona-se muito com o peso molecular e o tempo de aplicação. 
Um ácido com alto peso molecular, a 10% se comporta diferente de um ácido de baixo peso molecular, também a 10%.


Devemos tomar muita (muita mesmo!) cautela com o PH dos ácidos. Quanto menor seu PH, maior a chance de causar eritemas persistentes e lesões irritativas acentuadas.
Ácidos com percentuais de concentração altos e pH muito baixo, devem ser evitados.


Ácidos que são aplicados com pincéis em cerdas, não oferecem atrito com a pele. Já aqueles que são aplicados com gaze, promove atrito com a pele, ocorrendo uma esfoliação mecânica juntamente com a química, potencializando a ação do ácido (o que nem sempre é desejável).
Além disso, o número de camadas também interfere na penetração. Quanto maior o número de camadas aplicadas, maior será o poder de penetração do ácido.


Por fim, o tipo de pele também interfere bastante na profundidade dos ácidos. Peles oleosas tendem a ser mais resistentes aos agentes químicos enquanto que, as secas facilitam até demais a sua penetração.
Além disso, algumas áreas da face merecem uma atenção especial, por serem naturalmente mais ácidas, são elas: Sulco nasogeniano, comissura labial, cantos da boca e do nariz, pálpebras inferiores e superiores e queixo. Tratam-se de áreas mais sensíveis, onde o risco de penetração e complicações são maiores.

Bom gente, no geral, esses são os pontos que devemos sempre conhecer e estar atentos!

*POSTAGENS RELACIONADAS:
Peelings químicos: Tipos de características dos ácidos 

*REFERÊNCIAS:
Terapêutica em estética - Fabio Borges

Até a próxima,

Sara Neves.

Oi pessoal, tudo bem com vocês?

Esses dias mostrei alguns recebidos através do stories do instagram do blog e dentre eles estava esta máscara calmante da Phytoclinical Natural Cosmetics. Tratei logo de testar para dar um feedback à vocês.
Como vocês já sabem, sempre testo o produto em mim para sentir na minha própria pele como ele funciona, só depois utilizo em pacientes para, enfim, dar um feedback a vocês.
Vamos à resenha?

A embalagem é em forma de bisnaga e possui 120g de produto. O design é bem "clean" mostra os ativos principais da formulação na frente e deixa claro que é um produto livre de parabenos.

Ativos: Triple A, Alantoína, Alfabisabolol, Extrato de camomila e Extrato de aveia.
O que diz a marca: Indicado para pele acneica, oleosa, pós peeling, pós exração de cravos e espinhas. Melhora o aspecto da pele oleosa propensa a acne sem agredí-la, deixando-a limpa e sedosa. Tem ação anti inflamatória, cicatrizante e antiséptica suave.


Sua textura  é um pouco mais consistente do que a maioria das máscaras calmantes, que lembram muito um "gel". Apesar disso, sua textura não é em creme. É leve e muito boa para peles oleosas e acneicas.
Antes de testar, logo de cara, meu olho bateu na composição ALANTOÍNA. Um anti inflamatório que, com certeza, é um dos meus queridos da formulação. Criei logo expectativas positivas.
Além disso, o TRIPLE A é um composto germicida e os outros ativos tem propriedades calmantes e nutritivas.
Fiz questão de testar a máscara sem o uso prévio do alta frequência, para avaliar até que ponto ela era capaz de acalmar a pele e amenizar a vermelhidão pós extrações.
O fabricante indica utilizá-la de 20 à 30 minutos, mas com 10 minutos de aplicação, a vermelhidão do rosto já tinha saído quase que por completa, além de ter amenizado algumas marcas e, claro, ter deixado a pele sequinha e ao mesmo tempo com toque aveludado.
O cheiro do produto é bem suave e o que eu consigo identificar mais é o toque da aveia, achei agradável.
Concluindo: É uma máscara com excelentes ativos e que cumpre muito bem a sua função, aprovadíssima.
Vou utilizá-la nas peles mais inflamadas e mais acneicas que eu atendo, justamente por conta da alantoína.
Vale lembrar que toda a clínica da phytoclinical é composta com ativos naturais. Fica a dica! Vocês podem acessar https://www.phytoclinical.com.br 

Até a próxima,
Sara Neves.

Oi Pessoal, tudo bem com vocês?

Durante as minhas últimas semanas de atendimento, tenho tido bastante contato com pele acneica (se você não me acompanha no instagram, segue @blogfisioestetica que estou sempre postando dicas e meu dia a dia de atendimentos), e o que eu tenho observado é que, frequentemente, a pele com acne não é bem assistida pelos profissionais.
Me deparei com muitos casos onde as pessoas não tinham mais esperanças de se ver livre da acne e o pior: pessoas que estavam submersas em estratégias de tratamento totalmente ineficazes.
Foi pensando nisto, que eu resolvi fazer esta postagem, para que possamos entender quais os pilares dessa patologia e de que forma podemos atuar em cada um deles.


A acne é uma patologia muito comum na adolescência, chegando a afetar de 75-98% dos jovens, nos mais variados graus. Apesar disso, esta patologia tem conseguido afetar números consideráveis de adultos, chegando a afetar 40% dos Homens e 54% das Mulheres.
Apesar da produção de sebo do nosso corpo ser regulada geneticamente, estudos recentes nos apontam que a manifestação clínica da doença está muito relacionada à fatores ambientais, ou seja, exposição externa do indivíduo a outros fatores.
A acne é resultante da junção de 3 fatores: Hiperqueratose, Hipersoborréia e a presença de Propionibacterium acnes.


A junção desses 3 fatores leva a um quadro inflamatório que pode evoluir para um quadro infeccioso.
O P. Acnes é um microorganismo presente na superfície da pele humana. Por ser anaeróbico, não encontra condições de se proliferar normalmente, em condições fisiológicas. Quando há a hiperqueratose e hiperseborréia na pele, o folículo sebáceo pode ser ocluído, proporcionando condições necessárias para que esse microorganismo se prolifere.
Peles hiperqueratinizadas e hiperseborréicas podem se dar devido à alterações hormonais. Além disso, as pessoas tendem a não hidratar as peles oleosas. Com isso, a pele se sente "agredida" por não estar em condições necessárias de hidratação, e tende a produzir mais sebo.
Então, primeiro ponto: Peles oleosas necessitam de hidratação.
Nós, profissionais da área da estética, conseguimos abordar muito bem a chamada "Acne Suave". A partir do momento que temos a instalação do quadro infeccioso estabelecida, precisamos atuar juntamente com o médico, por necessitar de medicações mais específicas, sejam elas tópicas ou orais.
Então, vamos lá:

Acne Suave - Comedões, pápulas, pústulas
Acne Moderada - Comedões, pápulas, pústulas e nódulos
Acne Severa - Comedões, pápulas, pústulas, nódulos e cistos

Sendo assim, trouxe hoje alguns ativos que podem ser utilizados por nós nas abordagens de tratamento da acne, e de que modo cada um deles estará atuando. Claro que existem muitos outros, trouxe aqui os mais utilizados:

Ácido Azeláico - Queratolítico, Anti inflamatório e Anti microbiano
Alfa Hidroxiácidos e Beta Hidroxiácidos - Queratolíticos
Alantoína - Anti inflamatório
Bisabolol - Anti Inflamatório
Nicotinamida - Anti Inflamatório
Óleo de Melaleuca - Anti Microbiano
Vitamina E - Anti Inflamatório
Esfoliação Física - Queratolítico

O que eu tenho observado, é o uso excessivo de ácidos como estratégia de tratamento da acne. Essa terapêutica torna-se ineficaz, uma vez que os AHA's e BHA's são apenas queratolíticos, atuando apenas em um dos pilares do triangulo da fisiopatologia da doença.
Dessa forma, precisamos criar abordagens que incluam agentes queratolíticos, anti inflamatórios e anti microbianos. Aliado à isso, devemos sempre lembrar de manter a pele hidratada, com hidratantes oil free, específicos para a pele oleosa e acneica.
O uso do aparelho de alta frequência também é um grande aliado, por ser bactericida.
Pacientes que estejam fazendo uso de antibióticos com prescrição médica, também podem ser assistidos por nós, de forma conjunta e multiprofissional e o contato com o médico é essencial.

Bom gente, espero ter ajudado, de alguma forma. Deixo uma indicação de leitura, que é a referência que utilizei para a postagem: Livro Pele: Do nascimento à maturidade da Dra. Maria Inês Harris.

Até a próxima,

Sara Neves.

 



Oi pessoal, tudo bem com vocês?

Muito se fala sobre os recursos que podem ser utilizados no pós operatório de cirurgia plástica, mas pouco se é mencionado a respeito dos objetivos e condutas a serem realizados no PRÉ.
Quando eu fiz a formação em pré e pós operatório, este tema clareou bastante na minha mente e é por isto que eu resolvi conversar sobre ele hoje com vocês.


O objetivo geral do atendimento no pré operatório de cirurgias plásticas, é bem simples: Tornar aquele tecido o mais fisiológico possível, para que ele tenha uma boa recuperação após o procedimento invasivo.
Basicamente, iremos utilizar procedimentos que melhorem o tônus muscular, melhorem a circulação, diminuam líquidos e toxinas do organismo, proporcionando um tecido adequado para uma boa regeneração e formação de boas cicatrizes com poucas complicações.
Procedimentos que estimulam a hidratação tecidual profunda e a produção de colágeno e elastina também são excelentes e estarão diretamente ligados a formação de uma cicatriz sem aderências e sem hipo/hipertrofias.
Antes de toda e qualquer intervenção, deve-se orientar a paciente a algumas condutas que ela deve tomar ou evitar, exemplo:

Orientações gerais a serem dadas para a paciente:

  • Não fumar por 48 horas antes da cirurgia e por pelo menos até o 21º dia de P.O para evitar prejuízos no processo de cicatrização.
  • Realizar uma alimentação balanceada/saudável e procurar orientação nutricional
  • Praticar atividade física para melhorar o condicionamento físico geral e proporcionar um pós operatório mais saudável.

Técnicas que podem ser utilizadas no pré operatório de cirurgia facial: 
 
  • Limpeza de pele (prevenindo a proliferação bacteriana)
  • Hidratação profunda (especialmente dermocosméticos que estimulem colágeno e elastina).
  • Drenagem linfática facial (eliminação de líquidos e toxinas).
  • Massoterapia facial e/ou vácuoterapia facial (para ativar a vascularização)
  • Utilização de dermocosméticos no home care e filtro solar (importante!).
  • Técnicas que estimulem produção de colágeno (radiofrequência é excelente). 

Técnicas que podem ser utilizadas no pré operatório de cirurgia corporal: 
 
  • Esfoliação corporal (diminuição do extrato córneo e estimulação à renovação celular).
  • Massagens estimulantes (modeladora/turbinada) e/ou vácuoterapia (ativar vascularização).
  • Drenagem linfática corporal (estimulo à microcirculação, aumento do metabolismo e eliminação de toxinas).
  • Eletroestimulação muscular (melhora do tônus muscular).
  • Técnicas que estimulem produção de colágeno (radiofrequência é excelente). 
Importante lembrar que a pele irá passar por um procedimento invasivo, então não devemos utilizar terapias que promovam alto estresse tecidual ou processos inflamatórios, tais como: microagulhamento, peelings químicos, jato de plasma, micropuntura, etc. 

O ideal é iniciar um programa de tratamento 1 mês antes da realização da cirurgia.

Com uma pele bem nutrida e oxigenada, livre de toxinas e com um bom colágeno produzido, o pós operatório da paciente será bem mais resolutivo, as cicatrizes formadas serão de boa qualidade e, acima de tudo, ela apresentará uma menor probabilidade de complicações.

Se você se interessou pelo tema, já existem outras postagens relacionadas no blog:
  1. Cosmetologia aplicada ao pós operatório de cirurgia plástica
  2. Atendimento no pós operatório de cirurgias plásticas
  3. Cirurgias plásticas mais frequentes
Até a próxima,

Sara Neves.
Instagram: @blogfisioestetica 
Facebook: Blog Fisio Estética 

Oi pessoal, tudo bem com vocês?

Já faz um tempinho que não trago resenha né? E olhe que eu estou cheia de coisas pra mostrar pra vocês!
Quem me conhece sabe que eu amo usar argilas nas minhas terapias! São recursos simples, baratos e que trazem bons resultados. Quem não ama?
Depois de fazer o curso STRIORT com a empresa Bothanica Mineral, passei a conhecer e testar alguns produtos da marca. E um deles foi o sabonete em barra de argila preta.
Passei alguns meses testando e o indicando no home care e tive um retorno muito positivo! Vou contar abaixo minhas impressões:


A argila preta é uma das mais raras, possui elevado teor de silício, alumínio, titânio, entre outros oligoelementos. Ela é excelente para ativar a circulação, além de ter ação adstringente, contribuindo assim, para a renovação e desintoxicação da pele.
Suas indicações são muitas: Foliculite, Acne (embora a argila verde seja a mais indicada), oleosidade em geral e em casos onde necessitamos da regeneração da pele (como estrias).


O Sabonete que eu comprei foi na versão em barra e possui 80g. Vem dentro de uma caixinha de papelão quadrada, envolto numa embalagem de plástico transparente.
O cheiro do produto é super agradável, lembra "frescor" e sabonetes infantis. A cor da espuma é bem escura e a espalhabilidade no corpo é super fácil.
Por se tratar de um produto em barra, rende muuuuuuito tempo! Estou usando há alguns meses (embora não utilize-o todos os dias).
Moro em uma região muito quente (Nordeste), onde a incidência de foliculite é alta. O que eu pude perceber é que o sabonete, além de prevenir o aparecimento dela, também diminuiu as já instaladas.
Nos momentos em que minha pele estava mais oleosa, pude perceber seu excelente efeito adstringente e secativo, salvando minha pele em poucos dias. Interessante é que a argila verde é a mais difundida e indicada para peles oleosas e acneicas, mas a argila preta também cumpre um bom papel (embora não a substitua em casos mais graves).
Também pude perceber uma leve melhora na aparência das minhas estrias, devido a presença dos oligoelementos da sua composição. Além disso, nos dias em que eu percebia maior a retenção de líquido no meu organismo, utilizei-o como "pré drenagem linfática" e também obtive ótimos resultados.
Estou gostando de indicá-lo para o home care de várias pacientes, e tenho obtido um retorno positivo delas! É um produto de ótimo custo X benefício e pode facilmente ser embutido no preço da sua sessão, para que a cliente possa levar para casa sem ter que pagar por fora.

As contra indicações são: Processos inflamatórios ou infecciosos instalados e dermatites em geral.

A marca também possui a mesma versão de sabonete em barra de argila vermelha e de argila branca e eu estarei testando em breve.

No mais, fica a dica para vocês! Espero que gostem.
Me contem as suas experiências com argila preta pelo instagram do blog @blogfisioestetica ou pelos comentários.

Se você se interessa por argiloterapia, leia o post:
Argiloterapia: Diferentes tipos

Até a próxima,

Sara Neves.

Oi Pessoal, Tudo bem com vocês?

Hoje a gente veio conversar sobre um tema que rende bastante pauta: O envelhecimento.
Com certeza, um dos atendimentos mais procurados nas clinicas de estética, é o rejuvenescimento. Peelings, Radiofrequência, Microagulhamento, Revitalizações e hidratações cutâneas, Jato de Plasma, Micropuntura, entre outros infinitos tratamentos podem ser utilizados.
Contudo, nem tudo está em nossas mãos. Precisamos entender o que é o envelhecimento genético (intrínseco) e aquele devido à fatores ambientais (extrínseco). Só assim conseguiremos proporcionar tratamentos com resultados atingíveis, sem nadar contra a maré.


Antes de tudo, precisamos entender que o envelhecimento é um processo global e sistêmico, que todos os indivíduos estão sujeitos.
Todos os órgãos do nosso corpo sofrem as alterações do processo de envelhecimento. No entanto, a pele, por ser o maior órgão do nosso corpo e por estar constantemente em contato com o meio externo, é quem mais torna notório este processo.
A qualidade do envelhecimento está intimamente ligada com a qualidade de vida e hábitos que a pessoa desenvolveu ao longo da vida. Isto está relacionado com hábitos alimentares, atividade física, estado emocional, entre outros fatores.
O envelhecimento cutâneo (que é onde está o nosso foco de intervenção) é quando a pele, aos poucos, vai perdendo sua capacidade funcional e de reservas. Perdendo sua capacidade de reparação e se predispondo às doenças.
Vamos entender um pouco sobre quais são as consequências estruturais do envelhecimento na nossa pele?

Envelhecimento Intrínseco

É aquele envelhecimento que o indivíduo não consegue controlar. Ocorre por fatores genéticos e hereditários e também é chamado de envelhecimento cronológico.
Nesse tipo de envelhecimento, ocorre a degeneração e diminuição das fibras colágenas, elásticas e reticulares, além de diminuição das defesas antioxidantes e imunológicas da pele.
Algumas características marcam a pele envelhecida: palidez, diminuição das reservas hídricas, menor elasticidade e extensibilidade, rugas, ptoses, diminuição do tônus muscular, menor resistência da pele à agressões e trações externas.
Aos poucos, as glândulas (sebáceas e sudoríparas) vão perdendo a sua função e capacidade secretora, diminuindo o manto hidrolipídico e tendendo a um ressecamento da pele.
A síntese de vitamina D também entra em declínio, o que diminui a capacidade de proteção da epiderme contra a radiação UV.
Geneticamente falando, o envelhecimento está relacionado com o encurtamento dos telômeros.
Cada vez que as células se dividem, elas encurtam levemente seus telômeros. Como eles não se regeneram, chega um ponto que após a divisão celular, a célula perde total ou parcialmente a sua capacidade de divisão, por não permitir a correta replicação dos cromossomos, desencadeando o processo de envelhecimento celular.
Por fim, também nos cabe citar a ação dos radicais livres. Eles podem ser formados tanto por fatores endógenos (como processos inflamatórios), quando por fatores exógenos (como poluição), e podem afetar muitas moléculas biológicas, como os lipídios da membrana celular.

Podemos agora entender o motivo de utilizar dermocosméticos antioxidantes e com alto poder hidratante e umectante em peles envelhecidas.

Envelhecimento Extrínseco

Aliado ao envelhecimento cronológico, existem fatores externos que podem acelerar e potencializar o envelhecimento da nossa pele.
O fotoenvelhecimento é o carro chefe desta categoria: A exposição à radiação UVA, induz a formação de metaloproteinases (MMP), que são responsáveis pela degradação do colágeno e por alguns tipos de mutação genética relacionadas ao câncer.
Já a radiação UVB, causa lesões no nosso DNA e reduz a resposta imunológica da nossa pele. Sendo assim, aumentando o risco de mutações que podem se manifestar em células cancerígenas.
Além desses riscos, a exposição solar sem fotoproteção pode gerar hiperpigmentação devido ao estresse no qual os melanócitos são submetidos, dando origem à melanoses solares e até mesmo à melasmas.
O sol também degenera as fibras elásticas e colágenas, tornando a pele flácida e desvitalizada. A permeabilidade da membrana celular é alterada, tornando ineficiente a absorção de água e nutrientes.
Perceba que de nada adianta introduzir ativos na pele de um paciente que não utiliza filtro solar.

Outros fatores também podem contribuir para o processo de envelhecimento extrínseco: Poluição ambiental, calor e frio excessivos, fumo e álcool.
Por falar em fumo, ele é um fator forte no envelhecimento da pele. Ele promove a vasoconstricção, que gera diminuição do fluxo sanguíneo e consequentemente uma má oxigenação da pele. Pacientes fumantes dificilmente respondem bem à tratamentos voltados para o rejuvenescimento e você precisa saber desse detalhe durante a sua anamnese.

Bom gente, espero que o post tenha sido útil! Antes de iniciar um tratamento para rejuvenescimento, precisamos fazer uma boa anamnese e verificar se a paciente está exposta em excesso à esses fatores extrínsecos. Caso contrário, você estará tratando em vão. Precisamos primeiro afastar os fatores que agridem, para só então recuperar a funcionalidade e saúde dessa pele.

Até a próxima,

Sara Neves.

POSTAGENS RELACIONADAS:

REFERÊNCIAS:
Terapêutica em Estética - Fábio Borges.